O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, reagiu esta sexta-feira, em comunicado, ao envolvimento na Operação Lex, defendendo que não praticou "qualquer ilícito" e que está de "consciência tranquila". 

No comunicado enviado às redações, Luís Filipe Vieira, diz que estão em causa questões relacionadas com a vida pessoal, mas também como presidente do clube da Luz. 

Afirmo, de forma peremptória, que estou de consciência totalmente tranquila. Não pratiquei qualquer ilícito que me possa ser imputado. É, aliás, com enorme estupefacção que vejo o meu nome associado a este processo.

Nunca, ao longo dos meus sucessivos mandatos como dirigente e Presidente do Sport Lisboa e Benfica, confundi ou misturei a minha vida pessoal e profissional com a instituição Sport Lisboa e Benfica.

Na mesma declaração, Luís Filipe Vieira, mostra-se disponível para colaborar com as autoridades: "Confio na Justiça. Espero e exijo dela a pronta reposição e esclarecimento da verdade, para o qual manifesto a minha total disponibilidade". 

A operação Lex, tem 13 arguidos, incluindo cinco detidos, e investiga crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal, tráfico de influências, corrupção/recebimento indevido de vantagens.

Entre os arguidos estão os juízes desembargadores Rui Rangel e Fátima Galante - que serão ouvidos a 8 e 9 de fevereiro no Supremo Tribunal de Justiça - Rita Figueira, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o vice-presidente do clube Fernando Tavares.

A Procuradoria-Geral da República confirmou, na quarta-feira, tal como a TVI tinha avançado, que o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o vice-presidente do clube, Fernando Tavares, são arguidos na Operação Lex,  depois do advogado do clube ter negado a constituição de arguido do presidente do Benfica. 

A TVI sabe que Vieira é suspeito do crime de tráfico de influências, por alegadamente ter pedido ao juiz Rui Rangel para que intercedesse num processo do filho junto do Fisco. Tiago Vieira já negou, também em comunicado, ter qualquer dívida fiscal. 

Na operação, desencadeada na terça-feira, foram realizadas 33 buscas, das quais 20 domiciliárias, nomeadamente ao Sport Lisboa e Benfica, à casa de Luís Filipe Vieira e dos dois juízes e a três escritórios de advogados.

Leia aqui o comunicado na íntegra:

No decurso desta semana, o meu nome tem sido associado a um processo judicial que tem alimentado as mais diversas especulações, algumas já desmentidas, sobre factos respeitantes à minha vida pessoal e enquanto Presidente do Sport Lisboa e Benfica.

Afirmo, de forma peremptória, que estou de consciência totalmente tranquila. Não pratiquei qualquer ilícito que me possa ser imputado. É, aliás, com enorme estupefacção que vejo o meu nome associado a este processo.

Nunca, ao longo dos meus sucessivos mandatos como dirigente e Presidente do Sport Lisboa e Benfica, confundi ou misturei a minha vida pessoal e profissional com a instituição Sport Lisboa e Benfica.

As minhas origens nunca estarão em causa. Sou o mesmo de sempre que chegou ao Benfica, há 18 anos. Agora com mais cabelos brancos.

Confio na Justiça. Espero e exijo dela a pronta reposição e esclarecimento da verdade, para o qual manifesto a minha total disponibilidade.

Quero transmitir a todos os meus amigos, a todos os benfiquistas e aos portugueses em geral que nada temo e que estou tranquilo porque estou seguro da minha conduta em todos os domínios da minha vida.

Por último, reafirmo que serei intransigente e determinado na defesa do prestígio, imagem e futuro do Sport Lisboa e Benfica."