A chamada Operação Fénix levou a PSP a fazer 50 buscas a casas particulares e empresas, incluindo uma de segurança em Leça da Palmeira, a SPDE, que presta serviços ao Futebol Clube do Porto.

Na empresa foram detidas três pessoas: Eduardo Santos Silva, um dos sócios, conhecido por Edu; um antigo agente da PSP e ainda uma mulher ligada à SPDE.

Antero Henrique, vice-presidente do FCP também foi alvo de buscas, em casa e num escritório. Na residência do dirigente, as autoridades apreenderam 70 mil euros em dinheiro. 

Em Lisboa também foram detidas duas pessoas ligadas à segurança em espaços de diversão noturna.

Neste inquérito pendente no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, foram detidas 15 pessoas. São suspeitas, entre outros crimes, de associação criminosa, segurança privada ilegal, detenção de arma proibida, extorsão agravada e ofensas à integridade física qualificada. 

Os crimes terão sido praticados no âmbito da atividade de segurança privada na noite do Norte, que Eduardo Silva domina há mais de uma década. Estão descritas várias situações de extorsão, num quadro em que a segurança seria imposta aos proprietários de espaços noturnos sob a ameaça de provocar desacatos.

Durante as buscas, a PSP apreendeu 40 armas, 121 mil euros, 10 carros e ainda munições de vários calibres.

Os 15 detidos são presentes esta sexta-feira ao juiz João Bártolo do Tribunal Central de Instrução Criminal para interrogatório e aplicação das medidas de coação.