A Autoridade Marítima Nacional (AMN) alertou para um agravamento gradual das condições do estado do mar a partir de hoje e até sexta-feira, com ondas que podem chegar aos nove metros de altura.

"A agitação marítima será forte, com previsões de ondas de seis metros de altura, podendo atingir os nove metros nos quadrantes oeste e sudoeste, em especial no arquipélago da Madeira e no Continente, a sul do Cabo Espichel, costa Vicentina e Algarve", lê-se, num comunicado.

Apesar do agravamento ter início hoje, a AMN salienta que a agitação marítima terá especial incidência a partir de quarta-feira, prolongando-se até sexta.

A instabilidade marítima será acompanhada de "muita chuva" e de "vento muito forte", com rajadas que poderão ultrapassar os 40 nós, refere a mesma nota.

A AMN recomenda a quem se encontra no mar a regressar ao porto de abrigo mais próximo e a adotar medidas de precaução, tais como "reforço da amarração e vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas".

A Autoridade Marítima dirige um especial aviso aos pescadores lúdicos de pesca à cana, aconselhando que devem evitar "pescar junto às falésias e zonas de arriba nas frentes costeiras atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que o mar nestas situações extremas alcança muitas vezes zonas aparentemente seguras".

À população em geral, a AMN aconselha que evitem passeios junto à costa e nas praias.

Marinha reforça meios na Madeira

A Câmara do Funchal decidiu encerrar espaços verdes e complexos balneares do concelho e a Marinha reforçou o seu dispositivo na Madeira por causa das previsões de mau tempo no arquipélago a partir da próxima madrugada.

“Em virtude do agravamento das condições meteorológicas no concelho, previsto pelo Serviço Regional de Proteção Civil a partir da madrugada de terça-feira, dia 27 de fevereiro, e até à próxima quinta-feira, dia 01 de março, serão tomadas diversas precauções pela autarquia, nomeadamente em relação ao encerramento de jardins, espaços verdes urbanos e complexos balneares do concelho”, lê-se num comunicado divulgado pela Câmara Municipal do Funchal.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou o arquipélago da Madeira sob aviso laranja (o segundo mais grave) entre as 09:00 as 15:00 de terça-feira por causa da previsão de chuva, por vezes muito forte, e condições favoráveis à ocorrência de trovoada.

Assim, estão encerrados à circulação pedonal e viária, a partir da meia-noite, o Parque Ecológico do Funchal e de Santa Catarina, bem como os complexos balneares do Lido, Ponta Gorda e Barreirinha.

A Câmara do Funchal vai "acompanhar de perto a evolução das condições meteorológicas e proceder em conformidade perante qualquer posterior agravamento das mesmas, com o encerramento de estradas, se for caso disso”, segundo o mesmo comunicado.

A Zona Marítima da Madeira, por seu turno, salientou hoje que o “auge” do mau tempo acontecerá durante o dia e noite de quarta-feira e a madrugada de quinta, continuando o tempo “adverso” até domingo (04 março), e lançou um alerta para toda a “comunidade marítima que se encontre no mar” para que regresse com urgência “ao porto de abrigo mais próximo”.

A Marinha vai reforçar o dispositivo naval durante esse período, enviando para o arquipélago o navio patrulha oceânico "Figueira da Foz", que deve chegar ao Funchal durante a tarde ou noite de terça-feira.

Tendo também por base previsões do IPMA) a autoridade marítima destaca a possibilidade de vento muito forte e de agitação marítima “com uma altura significativa a rondar os seis metros”, que pode atingir os nove metros na quarta-feira.

Por isso, desaconselha os passeios junto ao litoral ou a aproximação dos pescadores lúdicos das zonas de arriba e insta as embarcações a permanecerem nos portos.

Quanto aos responsáveis por embarcações que estejam no mar, a Capitania do Funchal diz que devem comunicar a intenção de regressar ao Subcentro de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal, promovendo as medidas necessárias para “preservar a segurança do barco e dos tripulantes, que devem usar sempre o colete de salvação”.

No que diz respeito “aos navios de maior porte que demandem ou saiam dos portos do Funchal, Caniçal e Porto Santo”, devem acautelar “todas as normas de segurança do respetivo acesso” e quando não o possam fazer, a autoridade marítima pede que “aguardem por melhorias, fora do mar territorial”.