O paredão junto à praia do CDS, na Costa de Caparica, foi vedado com fitas pela Polícia Marítima por precaução, mas não está interditado, disse hoje à agência Lusa o comandante Cruz Gomes, da Capitania do Porto de Lisboa.

Caparica: paredão volta a ser «fechado»

«Ontem [domingo] levantámos a interdição e deixámos apenas fitas a vedar por prevenção e segurança. Hoje, o mar está mais calmo e a preia-mar vai ser só às 17:00, mas vamos continuar a acompanhar a situação», adiantou.

No domingo, a praia do CDS, próxima do centro da Costa de Caparica, esteve interdita ao público depois de o mar ter galgado o paredão, causando inundações em cafés e restaurantes.

Em declarações hoje à agência Lusa, o comandante Cruz Gomes disse que a interdição do paredão foi levantada cerca das 18:00 de domingo e hoje a situação está mais calma.

«Em princípio, tudo indica que o mar hoje já não vai galgar e não está prevista a interdição da zona, mas amanhã [terça-feira] o mar vai piorar um bocadinho. Eventualmente será necessário interditar», explicou.

O comandante da Capitania de Lisboa disse ainda que, apesar de terem acorrido à praia do CDS dezenas de pessoas, não foi registado nenhum incidente. «Foi tudo muito pacífico, ninguém se magoou e as pessoas respeitaram a sinalização», declarou.

O posto da Costa de Caparica está a acompanhar a evolução das marés e a controlar as condições climatéricas.

Na madrugada de sábado, as ondas galgaram o paredão inundando os estabelecimentos comercias da zona e arrastando areia e pedras para o paredão e parque de estacionamento.

A situação repetiu-se, com menos intensidade, à hora do almoço de sábado e novamente cerca das quatro da manhã de domingo.

Por causa da agitação marítima, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje e terça-feira dez distritos do continente e o arquipélago da Madeira sob aviso amarelo.

De acordo com o IPMA, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro vão estar sob aviso amarelo, o segundo menos grave de uma escala de quatro, devido ao estado do mar, prevendo-se ondas de noroeste entre 4 e 5 metros.