O Tribunal da Feira condenou esta segunda-feira a 17 anos de prisão, por homicídio qualificado, um homem acusado de matar um reformado, de 75 anos, avô da mulher.

O crime ocorreu a 21 de janeiro de 2014, no apartamento onde o septuagenário residia, em S. Roque, Oliveira de Azeméis.

O tribunal deu como provado que o arguido, de 39 anos, asfixiou a vítima com um pano, após uma discussão por motivos desconhecidos. Logo a seguir a matar o avô da companheira, o homicida entrou em pânico e atirou-se da janela do apartamento, caindo desamparado no chão.

Durante a leitura do acórdão, o juiz presidente disse tratar-se de «um crime bárbaro contra uma pessoa debilitada pela doença e pela idade», realçando que foi uma morte «absolutamente dolorosa e horrorosa».

Durante o julgamento, o arguido remeteu-se ao silêncio.

Nas alegações finais a procuradora do Ministério Público (MP) disse não ter dúvidas de que o arguido tirou a vida ao idoso, pedindo uma pena não inferior a 15 anos de prisão. A defesa, por seu lado, pediu a absolvição do arguido, por entender que não houve prova direta, nem foram produzidos elementos durante o julgamento, que permitam ir ao encontro do que está na acusação.

O reformado foi encontrado morto em casa por militares da GNR e Bombeiros, que foram chamados ao local pelos vizinhos que ouviram barulho de móveis a arrastar. O marido da neta estava caído nas traseiras do prédio com ferimentos graves resultantes de uma queda de quatro andares.