O pai da menina de 6 anos baleada acidentalmente pelo irmão de 11 anos na quarta-feira, em Oliveira de Azeméis, foi constituído arguido e o processo baixou a inquérito, informou esta quinta-feira a GNR.

O homem foi notificado para comparecer esta quinta-feira, de manhã, no Tribunal de Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro, onde foi ouvido em primeiro interrogatório não judicial, por um procurador do Ministério Público.

Segundo a mesma fonte, o arguido saiu em liberdade, com Termo de Identidade e Residência como medida de coação, e o processo baixou a inquérito, o que significa que serão necessárias outras diligências de prova.

O homem, que segundo a GNR alegou que a arma "tinha sido deixada na residência por um conhecido", poderá ser acusado por um crime de posse ilegal de arma e outro de exposição ou abandono.

A agência Lusa contactou o Hospital de São João, no Porto, para saber qual o estado de saúde da criança que foi atingida a tiro, mas o responsável pelas relações públicas daquela unidade afirmou que só prestam informações aos familiares da vítima.

Entretanto, a GNR avançou que a menina se encontrava estável e não corria risco de vida.

O incidente ocorreu na passada quarta-feira, cerca das 20:40, quando o rapaz baleou acidentalmente a irmã, com uma espingarda de pressão de ar, modificada para nove milímetros.

A vítima sofreu ferimentos na zona esquerda do abdómen, tendo sido transportada em estado grave para o Hospital de São João no Porto.