O homem que assaltou em 2013 a agência do banco Banif no centro de Oliveira de Azeméis, sob ameaça de arma, confessou hoje em tribunal que cometeu o crime num «ato de desespero».

«Estava desempregado, tinha de pagar a prestação do carro ao banco e soube naquela altura que a minha namorada estaria grávida», disse o arguido, que falava na primeira sessão do julgamento, no Tribunal de Oliveira de Azeméis.

O suspeito, atualmente com 21 anos, está acusado de um crime de roubo qualificado, punível com uma pena de prisão de três a 15 anos.

Perante o coletivo de juízes, o assaltante admitiu praticamente todos os factos que constam na acusação do Ministério Público (MP), negando apenas ter apontado a faca à funcionária do Banco ou exigido que aquela abrisse o cofre.

Nas alegações finais, o procurador do MP pediu uma pena de prisão de dois anos, suspensa na sua execução, considerando ser «mais adequada» uma incriminação por roubo simples.

«Cremos que não voltará a repetir uma patetice destas», afirmou o magistrado, sublinhando que o arguido não possui antecedentes criminais.

A defesa, por seu lado, pediu uma condenação por um crime de extorsão, punível com pena até cinco anos de cadeia.

O assalto ocorreu no dia 06 de maio de 2013, cerca das 14:00, quando o homem entrou na agência bancária munido com uma navalha e exigiu que a funcionária colocasse todo o dinheiro disponível dentro de um saco de plástico.

O assaltante conseguiu fugir do local com cerca de 300 euros em dinheiro, mas foi detido horas depois pela Polícia Judiciária, ficando sujeito a apresentações periódicas depois de ter sido presente a interrogatório judicial.