ACTUALIZADO ÀS 8H15

O presidente da Junta do Alto do Pina defendeu a realização de uma reunião com a Câmara de Lisboa para discutir uma solução para o Bairro Portugal Novo, nas Olaias, depois dos disparos que ocorreram domingo na zona.

A PSP não registou «qualquer tipo de incidente» durante a noite e madrugada. O oficial de dia da divisão da PSD das Olaias adiantou que permanece na área a força policial considerada «necessária e adequada».

Fernando Braamcamp revelou à agência Lusa que já informou o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, sobre os incidentes e o autarca mostrou-se disponível para uma reunião no sentido de se resolver a situação do Bairro Portugal Novo.

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Segundo o presidente da Junta de Freguesia do Alto Pina, o Bairro Portugal Novo «é um problema que já devia ter sido resolvido pelos organismos próprios: Câmara Municipal de Lisboa e Secretaria de Estado do Ordenamento do Território». O bairro encontra-se, na sua opinião, «degradado», não existindo «qualquer autoridade responsável pela sua manutenção».

«É um bairro que tem cerca de 25 anos, mas como não tem administração foi sendo ocupado por africanos e por pessoas de etnia cigana», frisou, explicando que os disparos ouvidos ao final da tarde naquele bairro foram motivados por uma disputa relativa a uma habitação.

A polícia manteve-se no local durante a madrugada, mas os problemas ainda estão por resolver. «Não lhe garanto que nos próximos dias não hajam actos de vingança», acrescentou o presidente da Junta.

Meios policiais presentes

O Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP revelou em comunicado já durante a madrugada que estava ainda a proceder a averiguações para apurar a origem dos desacatos e o autor dos disparos no Bairro Portugal Novo, nas Olaias.

As autoridades mantiveram «no terreno o efectivo policial julgado necessário e adequado para a manutenção da ordem e para proceder a averiguações no sentido de apurar o que esteve na origem dos desacatos» e a identificação do autor ou autores dos disparos.

O Cometlis esclarece que depois da PSP ter recebido vários telefonemas a relatar disparos com armas de fogo, «fez deslocar para o local vários meios policiais para pôr cobro à situação e repor a ordem e a paz públicas». Segundo o comunicado, os agentes da polícia que se deslocaram ao local ouviram ainda «sons de deflagrações por arma de fogo», tendo as Equipas de Intervenção Rápida da PSP efectuado «disparos para o ar, como meio de intimidação».

A polícia ordenou ainda o «fim da contenda e a suspensão imediata do arremesso de pedras entre os contendentes». O Comando Metropolitano da PSP de Lisboa contou ainda com o reforço por parte da Unidade Especial de Polícia, através do Corpo de Intervenção, refere o comunicado.