Três associações de militares entregaram esta quarta-feira na Presidência da República, em Lisboa, uma carta a apelar ao chefe de Estado para que vete o Orçamento do Estado 2014 ou peça a sua fiscalização preventiva, informou uma das entidades subscritoras.

Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos, justificou à agência Lusa o apelo a Aníbal Cavaco Silva com «a falta de perspetiva no desenvolvimento das carreiras militares» e com os cortes nos apoios sociais e na saúde.

O dirigente associativo sustentou que a progressão das carreiras militares é um «fator determinante para a motivação, a entrega e a valorização dos profissionais que servem Portugal nas Forças Armadas».

O líder da Associação Nacional de Sargentos lembrou que «a saúde é uma exigência que é feita aos militares», acrescentando que «um militar pode ser punido disciplinarmente se negligenciar a sua saúde».

Para Lima Coelho, «o que está errado é o Governo saber que as medidas que propõe podem estar feridas de ilegalidade ou inconstitucionalidade, e insistir nesse caminho».

Na carta, as associações de sargentos, oficiais e praças realçam, ainda, medidas penalizadoras para a generalidade dos portugueses, como os cortes nos vencimentos e nas pensões.

«O Governo está a agir mal porque não está a zelar pelo bem-estar dos portugueses», defendeu Lima Coelho.

O documento entregue na Presidência da República é subscrito pela Associação de Oficiais das Forças Armadas e pela Associação de Praças, além da Associação Nacional de Sargentos.