A empresa Estradas de Portugal (EP) rejeitou esta segunda-feira ter responsabilidades na origem dos sintomas de intoxicação registados, na quinta e sexta-feira, na Escola Básica Gonçalves Crespo, em Odivelas.

A EP esclareceu «não existir nenhuma relação causa efeito das queixas apresentadas pelos alunos da Escola Gonçalves Crespo e a intervenção em curso no IC16».

Segundo a empresa, «a intervenção em causa estava a cerca de 700 metros da escola e estavam a ser utilizadas misturas betuminosas não tóxicas certificadas» pela empresa fornecedora do material.

A Escola Básica Gonçalves Crespo, em Odivelas, foi encerrada na quinta e na sexta-feira por sintomas de intoxicação de alunos, e reabriu hoje, dado que «os valores da medição [da qualidade] do ar não apresentavam risco», disse fonte da autarquia.

A pedido da Câmara de Odivelas, o Instituto Ricardo Jorge realizou na sexta-feira uma medição da qualidade do ar, na zona onde estava a ser colocado o alcatrão na estrada, tendo sido concluído que «os valores não apresentavam risco», informou fonte do gabinete da presidente da Câmara.

Na quinta-feira, 17 crianças daquela escola tiveram de ser assistidas naquele estabelecimento por apresentarem sintomas de intoxicação.

O incidente levou a que os cerca de 650 alunos e funcionários da escola fossem retirados do local e ainda ao encerramento do estabelecimento escolar.

Na sexta-feira, a escola ainda reabriu de manhã, mas cerca das 11:00 o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi chamado ao local por existirem crianças com irritação na garganta, segundo explicou o adjunto do vereador da Proteção Civil da Câmara de Odivelas, João António.