A CGTP recusou esta quarta-feira ter invadido ministérios na terça-feira e condenou as críticas das forças de segurança a esta legítima manifestação sindical por considerar que se traduzem uma conceção securitizada do Estado sobre a participação dos cidadãos.

A segurança dos ministérios vai ser reforçada na sequência da ocupação dos edifícios governamentais.

«Não foi uma invasão, nem uma ocupação, foi uma intervenção», afirmou o líder da CGTP, Arménio Carlos, à saída de um encontro com o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, em Lisboa, sobre o guião da reforma do Estado.

«Foi apenas uma manifestação e dirigimo-nos aos ministérios para solicitar uma reunião» com os responsáveis de cada tutela, acrescentou.

A reação à ocupação pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

Ministro da Saúde não compreende ocupação do ministério.

Ministro do Ambiente classifica ocupação como «situação excecional».

Sobre as noticiadas preocupações da polícia sobre a manifestação de terça-feira em quatro ministérios, afirmou: «Os serviços de segurança têm que se preocupar com os interesses nacionais. Não estamos cá para promover a violência, mas para combater a violência que está a ser feita com este Orçamento do Estado».

Sobre o documento de reforma do Estado, que o Governo está a debater com os parceiros sociais, Arménio Carlos disse que a reunião de hoje serviu «apenas» para transmitir duas ideias: a de que não há futuro para o Estado com esta reforma e a de que existem alternativas.

Sobre a reação de Paulo Portas à opinião da CGTP sobre o documento, Arménio Carlos disse: «A resposta do vice-primeiro-ministro é a de que esta é a opinião da CGTP», cita a Lusa.