A petição em defesa do Conservatório Nacional, lançada na sexta-feira à noite, já ultrapassou as 4.000 assinaturas, o número necessário à discussão em plenário, depois de validadas as subscrições pelos serviços da Assembleia da República.

A adesão ultrapassou as expectativas dos autores da iniciativa, a comissão de luta criada na Escola de Música do Conservatório Nacional para exigir uma intervenção urgente de requalificação do edifício.

«A nossa expectativa era ter as 4.000 assinaturas até quarta-feira, dia da visita dos deputados da Comissão de Educação» ao Conservatório, disse à agência Lusa a presidente da Associação de Pais, Elsa Maurício Childs.

«Neste momento, é a segunda petição mais ativa no site 'Petição Pública', a seguir à que pede a demissão do primeiro-ministro», acrescentou.

A petição vai continuar online porque os autores querem garantir «uma larga margem» de assinaturas que acautele que foram reunidas as 4.000 subscrições válidas.

Entretanto, mantêm-se todas as ações programadas para chamar a atenção para a necessidade de restaurar o edifício, situado no perímetro classificado do Bairro Alto, e que se encontra em avançado estado de degradação.

Mantém-se também o pedido de audiência ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.

Depois de uma vistoria da Câmara Municipal de Lisboa, foram encerradas 10 salas por questões de segurança.

Na semana passada, o ministro da Educação afirmou que as obras estavam prestes a avançar, nomeadamente a recuperação do telhado, que será o problema mais urgente.

A escola, porém, ainda continuava a aguardar os orçamentos que foi incumbida de pedir pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares.

A comunidade escolar reclama uma intervenção de fundo no edifício, que se degrada há vários anos, mas só obteve autorização para reparações mais urgentes, que não incluem o sistema elétrico, «que também está em risco», segundo a mesma fonte.

Na quarta-feira, os deputados da comissão de Educação vão visitar as instalações.

Entre quinta-feira e sábado estão agendados concertos de protesto e uma marcha musical entre o Largo de Camões e a Praça dos Restauradores, com passagem pelo Chiado e pelo Rossio.