O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje que a autarquia não vai reabilitar a Praça de Espanha neste mandato, pois “nunca esteve previsto” dar já início à intervenção, existindo apenas ideias para ali criar uma “nova centralidade”.

“A Praça de Espanha não vai ter obras neste mandato [que termina em 2017]. Nunca esteve previsto que assim fosse”, afirmou Fernando Medina (PS), que falava na reunião camarária pública desta tarde.

O autarca frisou que o que existe é uma “ideia para desenvolvimento futuro, que ainda não está em fase de projeto”, de ali criar uma “nova centralidade”.

Em meados de dezembro passado, Fernando Medina anunciou que o município iria alterar a circulação viária na zona da Praça de Espanha com vista à criação de “uma verdadeira centralidade” composta por espaços verdes e de lazer.

“Dentro em breve, poremos à discussão pública e apresentaremos o que será o novo plano de desenvolvimento da Praça de Espanha, onde se integrarão as várias componentes daquela praça”, informou o autarca na ocasião.

Segundo informação dada pelo responsável na altura e hoje reforçada, as “opções de fundo” deste plano centram-se na alteração do tráfego, através de ligações diretas entre a Avenida de Berna e a Avenida Calouste Gulbenkian e entre a Avenida António Augusto Aguiar e a Avenida dos Combatentes. Esta última passará a ser realizada nos dois sentidos.

“Esta dupla opção, que decorre da análise do tráfego que fizemos na zona, vai permitir algo que a Praça de Espanha nunca foi: uma praça, um jardim disponível para usufruto de todos”, frisou, no final do ano passado.

Apesar de a intervenção não avançar para já, Fernando Medina realçou que a requalificação será possível devido ao fim do mercado da Praça de Espanha, instalado em pavilhões que eram para ali estar por cinco anos, mas que permaneceram por mais de 30.

Acresce que em julho do ano passado, a Câmara assinou um contrato com o Montepio Geral - Associação Mutualista que prevê a permuta de terrenos na zona da Praça de Espanha pelo valor de 12 milhões de euros, para ali ser construído o edifício sede do Montepio Geral e da Lusitânia Seguros.

Falando na reunião desta tarde, Fernando Medina anunciou que em julho avançam as obras para criação de um parque de estacionamento subterrâneo em Sete Rios, a cargo da Empark, que se enquadram na requalificação prevista para a zona, ao abrigo do programa “Uma praça em cada bairro”.

“As obras de responsabilidade da Câmara iniciar-se-ão em setembro”, assinalou o responsável, referindo-se ao aumento das zonas pedonais junto ao Jardim Zoológico e à criação de um novo interface.

Orçadas em seis milhões de euros, as obras têm também o intuito de ali criar áreas de estadia, com novo mobiliário urbano, e de reforçar a iluminação pública e os espaços verdes.

Fernando Medina respondia a questões levantadas pelo vereador centrista, João Gonçalves Pereira, que perguntou ainda à Câmara “quanto é que custa” a publicidade sobre a reabilitação do eixo central, abrangendo Saldanha e Picoas, já colocada em locais como paragens de autocarro.

O presidente da autarquia revelou não ter consigo informação sobre “o custo das ações”, mas assegurou que “vai haver bastante mais, quer do ponto de vista de ‘outdoors’, múpis, ‘spots’ na rádio, abrangendo as várias dimensões do projeto”.