Promotores do Movimento pela Requalificação Completa e Adequada do IP3 congratularam-se por esta via entre Viseu e Coimbra ir ser requalificada e, numa primeira fase, ficar com perfil de autoestrada em 85% do trajeto, sem portagens.

Em conferência de imprensa, esta segunda-feira, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, Rogério Abrantes, disse que, de entre três soluções em cima da mesa, a que o Governo prefere é requalificação do atual IP3, que representa um investimento de 134 milhões de euros.

Esta solução foi apresentada numa reunião realizada na sexta-feira entre o ministro do Planeamento, Pedro Marques, e autarcas das CIM de Viseu e de Coimbra e o Conselho Regional do Centro.

Está um pouco aquém dos nossos desejos, mas pensamos que, com os estudos que vão ser feitos, tudo isso será melhorado", frisou Rogério Abrantes durante a conferência de imprensa realizada ao lado do IP3, em Tondela, onde estavam outros autarcas da região e os presidentes da Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV) e do Conselho Regional do Centro.

Quatro faixas

Segundo o também presidente da Câmara de Carregal do Sal, numa primeira fase, o IP3 terá quatro faixas (2+2) em 85% do seu trajeto, três faixas (2+1) em 12% e duas faixas (1+1) em 03%.

Rogério Abrantes (PS) disse que, “se os 12% ainda serão admissíveis”, sempre com a intenção de virem a ser reduzidos, o mesmo não acontece com os 03% em que apenas há uma faixa para cada lado.

Tem que ser revisto e melhorado durante a execução do projeto”, defendeu, explicando que “a maior parte do trajeto em 1+1 será nas atuais pontes”, onde se podem gerar “grandes constrangimentos”.

O presidente da CIM frisou que, apesar dos melhoramentos que poderão vir a ser feitos, o facto de o IP3 ficar com 85% do percurso em perfil de autoestrada “é uma notícia bastante boa”, que representa “uma melhoria substancial” para todos os que transitam nesta via.

Não é a solução ideal, mas é a solução possível no quadro em que vivemos”, disse, por seu turno, o presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus (PSD).

O autarca mostrou-se confiante de que haverá “razoabilidade para que os constrangimentos sejam ultrapassados”, aludindo quer à duplicação das vias nas pontes, quer à zona da Livraria do Mondego, no concelho de Penacova.

Na sua opinião, “o importante é dar um passo de cada vez”, sendo que, no caso da Livraria do Mondego, a solução poderá passar pela construção de um novo troço (com um túnel e uma ponte), portajado, até porque tem uma alternativa.

José António Jesus deixou o repto de que haja “um amplo consenso parlamentar” sobre esta decisão, para que não possa vir a ser questionada por novos governos.

O presidente da Câmara de Mangualde e do Conselho Regional do Centro, João Azevedo (PS), frisou que se trata de “uma opção de consenso da sociedade civil”, que “vai responder à esperança e aos anseios” de autarcas, associações e população.

Esta solução, não sendo a mais qualificada, porque infelizmente não conseguimos ter um corredor duplo em toda a extensão, é certamente a mais adequada ao país e às pessoas”, considerou.

Lembrando que Portugal não é um país rico, o presidente da AIRV, João Cotta, disse que se trata de uma solução que “permite, de uma forma sensata, resolver quase todos os problemas que o IP3 tem”.

Segundo Rogério Abrantes, o ministro estará “a curto prazo” na região a apresentar a obra e a sua calendarização.