Algumas dezenas de pessoas, entre cidadãos anónimos, políticos e figuras públicas, despediram-se este sábado, em Lisboa, com um longo aplauso, do escritor Urbano Tavares Rodrigues, que morreu na sexta-feira, aos 89 anos.

O funeral saiu da Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, com a urna do escritor coberta com a bandeira do Partido Comunista Português, do qual era militante.

Entre os que assistiram ao início do cortejo fúnebre estiveram a coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins, o escritor João de Melo, a deputada socialista Inês Medeiros, o fadista Carlos do Carmo, a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa Helena Roseta, a escritora Dulce Maria Cardoso, o músico Vitorino e o jornalista e escritor Miguel Urbano Rodrigues, irmão do autor.

O funeral seguiu para o cemitério do alto de São João, em Lisboa.

O escritor Mário de Carvalho, o historiador Fernando Rosas e o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, estiveram no final da cerimónia, na qual foram dadas vivas à República.

Em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa sublinhou a «luta antifascista» de Urbano Tavares Rodrigues, um «grande intelectual» que «esteve sempre do lado dos que mais sofriam».

O político lamentou que personalidades como o autor de «Os insubmissos» e «Uma pedrada no charco» «não tenham sido valorizadas em vida».