Notícia atualizada

Morreu esta segunda-feira o poeta António Ramos Rosa. Tinha 88 anos. O poeta faleceu num hospital de Lisboa.

Nascido em 17 de Outubro de 1924, em Faro, António Ramos Rosa publicou, em 1958, o seu livro de estreia, «Grito Claro».

António Ramos Rosa foi membro do MUD Juvenil. A sua vasta obra poética e ensaística foi distinguida com importantes prémios nacionais e internacionais, com destaque, em Portugal, para o Prémio Pessoa, 1988, Grande Prémio de Poesia da APE, 1989, e Prémio Sophia de Mello Breyner, 2005, recorda a Sociedade Portuguesa de Autores.

A SPA recorda também que propôs três vezes o nome de António Ramos Rosa para Prémio Nobel da Literatura.

O poeta deixa uma vasta obra publicada e traduzida em várias línguas.

António Ramos Rosa faleceu na mesma data que o poeta chileno Pablo Neruda, há 40 anos.

O corpo do poeta estará em câmara ardente a partir de terça-feira na capela do Rato, em Lisboa, onde se realizará o velório com o padre e poeta José Tolentino Mendonça.

O funeral realiza-se na quarta-feira no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, e o corpo do escritor ficará no jazigo dos escritores, não estando ainda confirmada a hora.

O Presidente da República, Cavaco Silva, já enviou condolências à família do poeta António Ramos Rosa, que hoje morreu em Lisboa, numa mensagem em que destacou o seu papel «na defesa da liberdade».

«Ao tomar conhecimento da morte de António Ramos Rosa, apresento à família enlutada as minhas mais sentidas condolências», escreveu Cavaco Silva na nota enviada aos familiares de António Ramos Rosa e disponível no portal da Presidência na Internet.

Segundo o chefe de Estado, António Ramos Rosa é um «nome maior da cultura portuguesa» e uma «personalidade ímpar» das letras, que se distinguiu em vários campos, como poeta, ensaísta e tradutor.

«A ele devemos uma escrita límpida, que, pela sua lucidez poderosa, iluminou a poesia portuguesa desde a segunda metade do século XX até aos nossos dias», escreve o presidente da República, destacando também o «cidadão empenhado na defesa da liberdade».

António Ramos Rosa foi um resistente político a Oliveira Salazar, destaca Cavaco Silva, afirmando que, apesar da morte do poeta, «a sua voz permanece viva», cita a Lusa.