O locutor e produtor da ex-Emissora Nacional Fernando Garcia, de 89 anos, autor, entre outros livros, de "Meu nome é Eusébio", morreu no domingo, em Lisboa, disse esta segunda-feira à Lusa um familiar.

O velório de Fernando Garcia realiza-se na terça-feira, a partir das 18:00, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde na quarta-feira é rezada missa de corpo presente, pelas 10:30, seguindo-se o funeral para o cemitério dos Olivais, onde se efetua a cerimónia de cremação.

Na rádio, além da Emissora Nacional, foi chefe de produção do departamento da Rádio da Agência de Publicidade Artística (1956-58), correspondente da Rádio Globo do Rio de Janeiro (1957-58) e da Rádio Clube de S. Tomé (1964-67).

O seu último programa radiofónico foi como produtor e apresentador de "Ora então, muito bom dia", transmitido, simultaneamente, pela Rádio Clube de Angra e pelo Clube Asas do Atlântico, dos Açores (1980-81).

Na televisão, entre outras funções, foi produtor e apresentador da Radiotelevisão Portuguesa (1964-74), e produtor e realizador da série sobre os Descobrimentos Portugueses "A grande aventura", com o historiador José Hermano Saraiva (1989).

Na imprensa foi redator e fundador do vespertino A Capital, onde se manteve de 1968 a 1971, redator do Jornal do Comércio (1972-1975), tendo ainda feito parte dos quadros de O Dia, FrenteOeste, Macroeconómico, revista Mágica, Diário de Lisboa (1957-67), entre outros, como Diário Popular, Revista da Marinha, Gazeta do Sul, A Bola e Record.

Na área cinematográfica, foi distinguido no concurso mundial "Lisbon-Sail 1982", pelo seu documentário "Tejo: Estuário do mundo", entre outros prémios, como o Olímpico de Jornalismo, em 1971, atribuído pelo Comité Olímpico Português.

Além de "Meu nome é Eusébio", que foi um dos livros mais vendidos em 1967, traduzido em oito idiomas, é autor, entre outros, de "Munique 72", “Atlântico e Varsóvia: Dois Pactos" e "João de Deus -Poeta e pedagogo", distinguido com o Prémio João de Deus, da Câmara de Silves.