O professor e crítico de arte Rui Mário Gonçalves morreu, esta sexta-feira, em Lisboa, aos 79 anos, depois de uma indisposição que o levou ao hospital, disse à agência Lusa fonte familiar.

Contactada pela Lusa, a Sociedade Nacional de Belas Artes lamentou a perda, considerando tratar-se do desaparecimento de «um dos papas da crítica de arte em Portugal».

O corpo ficará em câmara ardente a partir das 15:00, na Basílica da Estrela, e o funeral realizar-se-á no sábado pelas 14:00 para o Cemitério de Benfica, disse à Lusa o diretor de serviços da Sociedade de Belas Artes, António Silva.

Ambas as fontes afirmaram que a causa da morte, pelas 05:00, terá sido ataque cardíaco, na sequência de uma indisposição que o levou ao hospital.

«Esteve ontem a trabalhar, sentiu-se mal, foi ao hospital e detetaram-lhe um aneurisma, mas já em estado muito avançado», referiu o responsável da Sociedade, para quem Rui Mário Gonçalves «fez muito pelas Belas Artes» em Portugal.

Nascido em 1934, em Penafiel, comissariou várias exposições e ocupou cargos dirigentes na Sociedade Portuguesa de Belas Artes, tendo presidido à secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte, enquanto produziu várias edições sobre arte e deu aulas na Faculdade de Letras.