A jornalista Ângela Caires morreu às 00:30 desta quarta-feira, aos 73 anos, vítima de cancro, numa unidade de cuidados paliativos em Mafra, disse à agência Lusa um familiar.

Maria Ângela Moreira de Caires nasceu no Funchal, a 31 de agosto de 1939, e residia em Vale Francas, no concelho de Cadaval.

Pertenceu ao corpo redatorial que fundou a revista Visão.

Diário de Lisboa, Sempre Fixe, O Jornal, O Pasquim, o Inimigo, Re-nhau-nhau (Madeira), Notícias de Lourenço Marques e Tribuna foram outros jornais em que trabalhou.

«Copywriter» em várias agências de publicidade, durante uma fase da sua carreira, Ângela Caires tem também livros publicados.

«Daqui em diante só há dragões», um romance cuja ação se passa no Ambriz, em Angola, antes das guerras de libertação - e que viria a dar origem à série televisiva «O café do Ambriz», transmitida pela RTP -, dado à estampa em 1988 pela Bertrand, e «O amante da Bela Otero», editado um ano depois na mesma casa, são dois dos seus títulos.

O corpo de Ângela Caires será velado, a partir das 19:00 de hoje, na casa onde residia com Mário Lindolfo, marido e também jornalista, em Vale Francas.

O cortejo fúnebre partirá às 14:30 de quinta-feira para o cemitério dos Olivais, em Lisboa, onde o corpo será cremado às 16:00, disse à Lusa uma sobrinha da jornalista.