A concentração de ozono no ar ultrapassou os níveis a partir dos quais pode afetar a saúde, especialmente dos grupos populacionais mais sensíveis, nos concelhos da Chamusca e do Barreiro, advertiu a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. O mesmo aconteceu no município de Vouzela, distrito de Viseu, alcançando níveis de 260 microgramas por metro cúbico, segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, sendo que o valor limite de alerta está estabelecido nos 240 microgramas.

No comunicado, assinado pelo vice-presidente da CCDRC, António Veiga Simão, lê-se que os valores de concentração registados "podem provocar danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população (crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas)".

"A exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares"

Já nos outros dois concelhos, o valor da concentração de ozono superou os 180 microgramas por metro cúbico, estabelecido como limiar de informação obrigatória ao público. 

Em pormenor, no concelho da Chamusca (distrito de Santarém), os níveis de ozono atingiram os 197 microgramas por metro cúbico, entre as 14:00 e as 15:00. Em Escavadeira, no concelho do Barreiro (distrito de Setúbal), os níveis registados entre as 14:00 e as 15:00 foram de 181 microgramas de ozono por metro cúbico.

“Para os valores de concentração observados, o ozono pode provocar alguns efeitos na saúde humana, especialmente em grupos da população mais sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, como asma, e cardíacas".

As pessoas nestas condições são aconselhadas a reduzirem ao mínimo a atividade física intensa ao ar livre e a evitar a permanência no exterior. Devem ainda evitar outros fatores de risco, "tais como fumar ou utilizar/contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição", como gasolina, tintas e vernizes.

Devem respeitar "rigorosamente tratamentos médicos em curso" e recorrer a cuidados médicos "em caso de agravamento de eventuais sintomas", aconselha a CCDRC.