A Ordem dos Nutricionistas averiguou nos últimos dois anos perto de 250 denúncias de exercício ilegal da profissão, tendo enviado cerca de 30 casos para o Ministério Público.

Segundo disse à agência Lusa a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, nos últimos três meses tem “aumentado significativamente” o número de denúncias de exercício ilegal da profissão de nutricionistas, sobretudo com o lançamento da campanha “Vamos pôr a nutrição na ordem”.

Lançada no final de julho, a campanha conta com uma média mensal de 25 denúncias por mês, mais do que duplicando as situações que chegaram à Ordem desde a criação, há cerca de dois anos, do gabinete de intervenção ao exercício ilegal da Ordem dos Nutricionistas.

A bastonária Alexandra Bento explicou à Lusa que a Ordem averigua todas as denúncias que lhe chegam, enviando depois, quando se justifica, os casos para o Ministério Público, uma vez que o exercício ilegal de uma profissão é considerado crime.

“As plataformas online são as prediletas destes indivíduos que se fazem passar por nutricionistas e grande parte das vezes torna-se difícil atuar, visto que os autores das páginas, do Facebook por exemplo, muitas vezes permanecem anónimos ou esconde-se atrás de nomes ou marcas fictícios”, disse.

Além da internet, as denúncias relativas a falsos profissionais continuam a ser mais significativas na zona de Lisboa, seguindo-se depois o Alentejo.

Os ginásios, as clínicas estéticas e as lojas de suplementos alimentares surgem como os locais onde existe uma maior prática ilegal da profissão, segundo a Ordem.

Apenas os profissionais inscritos na Ordem dos Nutricionistas estão legalmente habilitados para exercer a profissão e utilizar o título profissional de nutricionista em Portugal, havendo cerca de 3.000 profissionais.