O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou esta segunda-feira que existem «alguns milhares» de professores que estão a ser contratados e que vão ser colocados ainda esta semana.

«Está tudo a ser preparado para que a abertura do ano escolar corra sobre rodas. Ainda haverá colocação de alguns professores. Existem alguns milhares de professores que estão a ser contratados e que esta semana vão ser destacados», revelou, durante uma visita à Escola Secundária da Moita.

O ministro recusou a ideia de que as contratações estão a ser feitas tarde e defendeu que as colocações foram feitas «da forma mais racional possível».

«Não é tarde, é o início do ano letivo e é a altura em que essas contratações são feitas. Este ano passou-se algo diferente, pois foi feito o concurso quadrienal e nós quisemos que as colocações fossem feitas da forma mais racional possível», argumentou.

Ministro diz que é preciso repensar sobre cursos sem candidaturas

Nuno Crato afirmou também hoje que é preciso pensar melhor sobre os cursos sem candidaturas, defendendo que as instituições de ensino superior têm de «repensar a sua oferta».

«Temos de repensar o que se passa nos casos em que não existem candidaturas. Já tomámos medidas para que os cursos com apenas 10 alunos não reabrissem e agora, depois de conhecer resultados da segunda e terceira fase, vamos ter de voltar a tomar medidas», defendeu.

«É necessário uma reestruturação da rede, que tem de ser feita em colaboração com as instituições de ensino superior. Existem cursos que não têm procura e as instituições têm de se adaptar a isso. Uma das medidas que estamos a tomar, e que será útil para os politécnicos, é a criação dos cursos superiores especializados que vão corresponder a uma das necessidades de Portugal, que são técnicos superiores médios», explicou.

O ministro anunciou que vai reunir na terça-feira com reitores das universidades portuguesas, acompanhados dos presidentes dos conselhos gerais, onde garantiu que vai colocar questões sobre os problemas identificados e procurar respostas em conjunto.

Sobre o facto de menos alunos procurarem os cursos de professores, Nuno Crato disse que os jovens estão interessados em profissões com maior empregabilidade.

«Existem muitos que encaravam a profissão de professor como uma profissão segura e hoje em dia tentam escolher outras profissões, com uma empregabilidade maior e o país também agradece, pois quer ver os seus jovens empregados», frisou.

Quanto à diminuição do número de alunos no ensino superior, Nuno Crato lembrou que é preciso esperar pelas colocações das segundas e terceiras fases. «Temos de perceber que foi a primeira fase e que ainda haverá uma segunda e uma terceira. É evidente que precisamos de mais engenheiros, técnicos, cientistas, de mais jovens a chegar ao ensino superior. Têm é de chegar preparados e reparamos que existem muitos jovens que querem enveredar por profissões técnicas e que não têm bases para isso», concluiu.