O ministro da Educação afirmou que Portugal “é um caso de sucesso na integração dos imigrantes na escola” e acrescentou que a tolerância “não é muito comum em todos os países e, por isso, deve ser valorizada”.

No final da sessão de encerramento do colóquio “Identidade(s), Integração e Laicidade na Europa”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Nuno Crato defendeu que Portugal integra culturas diferentes e que os portugueses têm uma tolerância pela diversidade, que se deve manter.

“É algo que possivelmente é histórico, possivelmente tem a ver com as nossas raízes, com a nossa vida pelo mundo, mas essa tolerância pela diversidade não é muito comum em todos os países e julgo que isso deve ser valorizado”, sublinhou.


“É uma tolerância pela diversidade, um respeito democrático que deve ser posto ao serviço do sucesso da escola”, continuou o ministro.

“Julgo que não se devem separar as duas coisas porque se a escola for, hipoteticamente, uma escola muito tolerante, muito integradora das diversas experiências, mas se não oferecer aos alunos um ambiente de trabalho, um ambiente de respeito pelo conhecimento e de procura de mais conhecimento de integração na vida ativa, a escola está a falhar”, realçou o governante.


Por isso, Nuno Crato defende que “as duas coisas devem andar a par e passo“.

“O tema da cidadania, da tolerância, do convívio com a diferença é um tema importantíssimo e é de extrema atualidade na Europa”, realçou o titular pela pasta da Educação.

Segundo o ministro, em Portugal é dada grande atenção à educação para a cidadania, mas é encarada como integrada no conjunto do trabalho pela escola, porque, disse, “não faz sentido que seja um conteúdo programático, o que faz sentido é que seja algo que seja feito todos os dias na escola”.