O ministro da Educação disse esta quarta-feira em Mafra que os exames do 4.º e 6.º anos correram bem em todo o país, apesar de ter havido alunos sem aulas e escolas fechadas, facto que o governante desvalorizou.

À saída do exame do 6º ano dos alunos de uma escola em Mafra, Nuno Crato disse aos jornalistas que «é muito cedo para fazer um balanço, mas todas as informações existentes até ao momento são muito positivas de que tudo está a correr bem em todo o país».

«As provas estão a ser realizadas com toda a tranquilidade, os transportes funcionaram e os alunos estão calmos», acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre a existência de escolas fechadas e de escolas onde houve alunos sem aulas, como o caso da escola de Mafra, onde apenas os do 9º ano tiveram aulas, Nuno Crato afirmou que «esse não é um problema».

O governante recordou que, pela primeira vez, os alunos terão uma segunda fase de realização dos exames, em julho.

«As escolas tiveram muito tempo para planear a maneira de fazer as provas, de organizar a vida dos alunos para isso e é algo normal na vida das escolas, que têm autonomia para se organizarem», esclareceu.

O ministro da Educação deslocou-se a Mafra, acompanhado do seu homólogo de Moçambique, que está até quinta-feira de visita a Portugal para conhecer melhor o sistema de avaliação externa e experiência portuguesa na articulação do ensino com o tecido empresarial.

Cerca de 210.000 alunos fizeram hoje a prova final de matemática, do 4.º e do 6.º ano, depois de idêntico número ter comparecido ao exame de português realizado na segunda-feira, segundo dados do Ministério da Educação.

Os alunos do 4.º ano (1.º Ciclo) fizeram a prova de manhã e os do 6.º ano (2.º Ciclo) à tarde, sendo os resultados afixados a 12 de junho, de acordo com o ministério.

As provas finais são realizadas por mais de cem mil alunos em cada ciclo de ensino, estando envolvidos perto de 10.000 professores no processo de vigilância em cada ciclo.

As provas do 4.º e 6.º ano de escolaridade realizam-se em 1.088 e 1.150 escolas, respetivamente e passam, este ano, a ter um peso de 30% na avaliação final, à semelhança dos exames realizados nos outros anos de escolaridade, depois de numa primeira fase ter sido considerada apenas uma ponderação de 25 por cento.