O ministro da Educação, Nuno Crato, disse hoje que todas as questões da Universidade Lusófona, no que tem a ver com as creditações, «estão a ser ultrapassadas».

«As questões que surgiram estão a ser ultrapassadas e resolvidas em diálogo com a inspeção de ensino», afirmou.


Em declarações aos jornalistas em Paredes, no final da cerimónia da posse dos novos titulares dos órgãos sociais da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado, o ministro recusou-se a fazer mais comentários sobre o caso concreto da Lusófona, dizendo apenas ser «muito importante a qualidade do ensino superior português».

Nuno Crato afirmou que o setor «tem dado grandes passos em frente no que se refere à investigação, ao ensino e à internacionalização» e o «ensino superior privado tem acompanhado esse esforço».

«Nós sabemos que é a garantia de qualidade que oferece aos nossos jovens um futuro que melhore a partir do momento em que concluem o ensino superior», afirmou.

O ministro acrescentou estar empenhado em garantir «o prestígio do ensino superior».

O ministro falava a propósito da notícia do jornal Expresso, na semana passada, com o título «Consequências do caso Relvas: Lusófona tem de anular 152 diplomas e certificados».

A notícia diz que a continuação do funcionamento da Lusófona está em causa se não der seguimento às ordens do Ministério para anular diplomas e certificados atribuídos com base em processos de creditação de competências irregulares, entre 2006 e 2013.

O Ministério da Educação deu um prazo à universidade - ainda não terminou - para corrigir esses 152 processos relacionados com atribuições irregulares de créditos, tendo a Lusófona já dito que vai cumprir as recomendações, mas sem afetar as «legítimas expectativas» dos alunos.