O Ministério da Educação vai responder à intimação que a Federação Nacional de Professores (FENPROF) entregou em tribunal, mas o ministro garante que a divulgação da lista de escolas que contêm amianto não tem prazo.

«Há aí uma confusão, há um prazo de 10 dias para responder a uma carta da FENPROF e esse prazo de 10 dias para responder à carta da FENPROF será, com certeza, cumprido. Mas é um prazo para dar uma resposta, não é um prazo para divulgar a lista tanto quanto aquilo que nos chegou hoje ao conhecimento», disse Nuno Crato aos jornalistas.

Em declarações na Figueira da Foz, à margem da inauguração da exposição «A Física no Dia-a-Dia», Nuno Crato afirmou que a lista de escolas onde existe amianto «será divulgada quando estiver perfeitamente completa».

«Mas é preciso, também, ter algum cuidado com o alarmismo que se pode gerar», avisou Nuno Crato, explicando que o amianto «pode tornar-se um problema quando está exposto e degradado», mas que quando está «devidamente protegido não é um problema».

O ministro garantiu que os casos que podem constituir perigo para a saúde pública «estão a ser atacados com a máxima prioridade».

«Estamos a atuar com prioridade para os casos imediatos, mas estamos também a fazer um levantamento que nos permita ter uma remoção faseada de acordo com as possibilidades de remoção», alegou.

Nuno Crato lembrou que o ministério da Educação começou a trabalhar na remoção das placas de fibrocimento contendo amianto «há mais de um ano» e que as intervenções para remoção do amianto já ocorreram «em mais de 100 escolas».

«Precisamos de atacar os problemas mais urgentes e os problemas mais urgentes são os do amianto exposto e esses problemas continuarão a ser atacados durante as pausas escolares. Não podemos fazer remoções de amianto enquanto as aulas estão a decorrer», frisou o titular da pasta da Educação.

Adiantou que as remoções vão continuar nas férias da Páscoa e outras no Verão.

A FENPROF anunciou sexta-feira que o Ministério da Educação tem 10 dias a partir daquela data para responder à intimação que a estrutura sindical entregou em tribunal para saber quantas escolas contêm amianto na construção.

De acordo com a federação, o Ministério da Educação e Ciência tem agora de responder à questão colocada ou «justificar de forma atendível, caso não responda».