O ministro da Educação excluiu esta segunda-feira que esteja a ser ponderada qualquer redução da escolaridade obrigatória, depois de uma moção da Juventude Popular, que foi retirada, ter levantado a questão no congresso do CDS-PP.

«Não é assunto que me passe pela cabeça. Este Governo tomou uma decisão, que foi cumprir uma decisão da Assembleia da República. Foi com este Governo que começou a extensão da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano. Essa extensão está a decorrer da forma mais natural possível e temos muito orgulho que essa extensão seja feita por esta equipa», disse esta segunda-feira o ministro Nuno Crato, durante uma cerimónia de assinatura de um memorando de entendimento com o seu homólogo argelino.

«Não está em cima da mesa, de forma alguma, mas acolhemos muito bem que os partidos discutam as suas propostas», acrescentou Nuno Crato, esta tarde, no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.

No 25.º congresso do CDS, que decorreu este fim-de-semana em Oliveira do Bairro, os jovens populares tencionavam apresentar uma moção designada «Libertar Portugal, Conquistar o Futuro», na qual defendiam recuo da escolaridade obrigatória do 12.º para o 9.º ano, o que não veio a concretizar-se.