logotipo tvi24

Ministério da Educação vai ter «em conta» dados da OCDE

Relatório da organização diz que Portugal aumentou o número de alunos por turma, o que «piora o nível da educação»

Por: Redacção / CM    |   2012-09-11 21:40

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) garante que terá em conta na definição da política educativa os dados sobre Portugal apresentados pela Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE).

«Os dados apresentados no relatório serão exaustivamente avaliados pelo Ministério da Educação e Ciência e serão tidos em conta na definição da política educativa», refere o MEC numa nota de imprensa, divulgada nesta terça-feira.

O relatório anual da OCDE «Education at a Glance 2012» foi apresentado hoje em Bruxelas.

Na apresentação do documento o diretor adjunto para a Educação da OCDE disse que Portugal aumentou o tempo de estudo, mas foi também o estado-membro europeu da organização onde o número de alunos por turma mais subiu.

«Portugal investiu muito em dar mais tempo de estudo aos alunos«, disse Andreas Schleicher, adiantando, no entanto: «O aumento do número de alunos por turma piora o nível da educação e Portugal foi o que mais cresceu.»

O relatório indica que Portugal tem ainda muito a evoluir e que o número de horas letivas, superior às dos demais países, não se tem refletido num maior sucesso escolar, o mesmo acontecendo com o número de alunos por turma, inferior à média da OCDE.

O ministério refere também que a OCDE aponta para um rácio alunos/professor muito inferior à média dos membros da organização.

A OCDE salienta ainda no relatório que os professores portugueses auferem salários superiores a outros trabalhadores licenciados, mas alerta que esta situação «deverá alterar-se em 2012 devido às medidas de austeridade, incluindo cortes salariais no setor público».

Relativamente ao número de alunos no sistema educativo entre os 5 e os 19 anos, o relatório estima que haja uma redução entre 2010 e 2015, uma tendência que o ministério afirma já ter apontado em relação aos últimos anos.

«Tal como já se tinha alertado no ano passado que poderia acontecer, a taxa de conclusão no ensino secundário em Portugal atinge um valor superior a 100 por cento devido à forma como é calculada. O valor de 104 por cento, no entanto, só é possível de atingir por causa do processo de Reconhecimento e Validação de Competências (RVCC)», observa o MEC.

O ministério adianta que, se forem considerados apenas os alunos com idades inferiores a 25 anos, este valor diminui para 67% - um dos mais reduzidos de entre os países com informação disponível, abaixo da média da OCDE.

«Este número reforça a necessidade de apostar na qualificação real dos portugueses e não em programas cujo impacto na empregabilidade e no vencimento é muito reduzido», defende o Ministério da Educação.

Partilhar
EM BAIXO: Nuno Crato (Mário Cruz/lusa)
Nuno Crato (Mário Cruz/lusa)

D. Manuel Clemente «ainda vai chegar a Papa»
Anúncio da nomeação para Patriarca de Lisboa recebido com alegria pelos conterrâneos em Torres Vedras
Marido assassina mulher com caçadeira em Ourém
Homicida entregou-se no posto da GNR, mas não são conhecidos mais detalhes
Museu da Batalha vence prémio europeu
O prémio principal foi para o Museu Riverside de Glasgow, na Escócia
PUB