O número de telefone gratuito 112 para alertar a polícia, ativar ambulâncias ou os bombeiros, é conhecido apenas por metade dos europeus, sendo também reconhecido por pouco mais de metade dos portugueses, revelou a Comissão Europeia, nesta quinta-feira.

No dia europeu do 112, Bruxelas informou que 51% dos portugueses sabe que o 112 é o número de emergência, um valor ligeiramente acima da média da União Europeia (48%).

O 112 é o único número de emergência a funcionar na Dinamarca, Estónia, Finlândia, Malta, Holanda, Portugal, Roménia e Suécia.

Entre os cidadãos mais informados estavam os polacos e os luxemburgueses, com médias de 83% e 80%, respetivamente.

Face a este cenário, a Comissão Europeia pretende desenvolver ações de divulgação, sobretudo junto dos mais novos, como os estudantes envolvidos no programa de intercâmbio, o Eramus+.

De acordo com a Polícia de Segurança Pública, o número 112, para comunicar emergências, recebe em média 25 mil chamadas por dia, mas 75% não correspondem a emergências, ainda que isso não signifique que sejam chamadas falsas.

Com 50 anos de vida, assinalados em outubro de 2015, o serviço 112, “assegurado pela PSP, com elementos fardados”, vai ocupar novas instalações em Lisboa, em março.

De acordo com a Polícia, que tem atribuições de coordenação, supervisão e controlo do serviço, “75% das chamadas não respeitam a emergências, o que não quer dizer que sejam chamadas a reportar ocorrências falsas”.

O encaminhamento das chamadas para o 112 é feito de acordo com o tipo de emergência reportado, recordou a PSP, explicando também que as forças de segurança, o INEM, ou outra entidade com competência para resolver a emergência “atuam conforme os seus procedimentos instituídos, sendo que se detetarem que se tratou de uma falsa emergência, atuam conforme os respetivos mecanismos legais”.