O comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), superintendente Luís Peça Farinha, é o novo diretor nacional da PSP e o segundo oficial formado no Instituto Superior de Ciências Policiais a ocupar o cargo máximo da Polícia.

Luís Manuel Peça Farinha, de 47 anos, é comandante da UEP desde 1 de fevereiro de 2012, cessando então as funções de oficial de ligação do Ministério da Administração Interna, na embaixada de Portugal, em Maputo.

Em Moçambique, no âmbito da cooperação técnica entre os dois países, prestou assessoria ao Ministério do Interior, coordenou projetos e representou a Direção-Geral da Administração Interna (DGAI/MAI), nos órgãos de coordenação e decisão, do Projeto da União Europeia de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Governo moçambicano.

Licenciado em Ciências Policiais, pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, detém igualmente os cursos de Direção e Estratégia Policial, de Política Externa Nacional, de Estratégia de Gestão de Incidentes Táticos, Contra Terrorismo e o Curso de Auditor de Defesa Nacional.

De acordo com o seu currículo, publicado em Diário da República, desempenhou, entre outras, as funções de diretor do Departamento de Armas e Explosivos, foi comandante do Corpo de Segurança Pessoal da Presidência da República e chefe do Serviço de Segurança de Belém.

Luís Farinha foi igualmente chefe da divisão de coordenação de Informações da PSP e coordenador do Grupo Operativo desta força policial no Gabinete Nacional SIRENE, no âmbito do serviço de estrangeiros e fronteiras.

Ao nível internacional e de cooperação, integrou a Comissão Eleitoral Independente, como observador policial no processo eleitoral na África do Sul, a Missão de Observação Oficial Portuguesa ao referendo em Timor-Leste, a comissão de inspeção aos Estados Nórdicos, no Sistema de Informação Schengen, os projetos de cooperação técnico-policial com Cabo Verde e Moçambique e representou a PSP e Portugal, na Associação dos Serviços de Proteção Pessoal.

Integrou ainda grupos de trabalho no âmbito da PSP e da União Europeia, como os Grupos de Trabalho SIRENE, o Projeto Rotas e Precursores de Explosivos e a Rede Europeia de Proteção de Figuras Públicas.

Foi diretor do Departamento de Ciências Policiais do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e docente naquele Instituto, no período 1997-2009, na área da Tática das Forças de Segurança, entre outras áreas de Segurança Interna, escreve a Lusa.