Por: tvi24 | 28- 12- 2011 14: 25
Os profissionais de educação e formação de adultos denunciaram esta quarta-feira que cessa sábado o financiamento que suporta
a intervenção dos Centros Novas Oportunidades (CNO), sem que tenham informação sobre a continuidade dos projectos.
Segundo
a comissão instaladora da Associação Nacional de Profissionais de Educação e Formação de Adultos (ANEFA), citada pela Lusa,
a «ausência total de comunicação oficial» quanto ao futuro dos CNO coloca as organizações e as equipas que neles trabalham
numa «insuportável indefinição».
Estes profissionais dizem que a situação se agudizou ainda mais perante um concurso
de financiamento aberto a menos de um mês e meio do fim do ano, não existindo até hoje qualquer informação sobre os prazos
de análise das candidaturas e respetiva comunicação de resultados relacionados com a aprovação ou não.
«Face à ausência
de garantias de continuidade em 2012, uma parte significativa dos 436 CNO suspenderão a actividade a partir do dia 31 de dezembro,
até ser comunicado o resultado da candidatura efectuada», afirma a associação em comunicado.
A suspensão das actividades,
«motivada pela inexistência de orientações», para o período entre o fim do financiamento e a data de aprovação para financiar
a actividade em 2012, implicará o «despedimento e/ou redução das equipas pedagógicas», dizem.
Actualmente existem
«milhares de profissionais de educação e formação de adultos com vínculo em CNO», afirmam.
Os profissionais no terreno
queixam-se da dificuldade em agendar e programar processos formativos que possam ir ao encontro das metas constantes na candidatura
entretanto realizada.
O Governo está a reavaliar o programa Novas Oportunidades criado pelos anteriores governos
liderados por José Sócrates, não existindo conclusões até ao momento por parte do grupo de trabalho criado no âmbito dos ministérios
da Educação e da Economia.
Apenas se sabe que «não romperá completamente» com o programa.
«A formação de
adultos é uma das preocupações do Executivo», afirmou à agência Lusa fonte do Ministério da Educação e Ciência (MEC) por ocasião
da divulgação do estudo do Conselho Nacional de Educação, na semana passada.
«Após avaliação dos resultados do programa
e balanço do trabalho realizado, delinearemos a linha a seguir para maximizar o seu valor e responder às expectativas dos
adultos quanto a uma mais valia real no seu futuro profissional», indicou na altura a mesma fonte.
Para o MEC, o
que interessa é uma valorização da qualificação dos portugueses e não «uma cosmética estatística».
A Lusa voltou
hoje a contactar o MEC, mas não obteve resposta até ao momento.
Programação - Semana de 26 de Maio a 1 de Junho
O Jardim das NotíciasAs crónicas diárias de Victor Moura-Pinto
CineboxOs filmes e as entrevistas exclusivas.
Portugal PortuguêsA voz aos autarcas e munícipes.