Os alunos do 9.º ano tiveram média positiva nas provas finais de Português e Matemática, melhorando os resultados médios face a 2013, mas ficando apenas ligeiramente acima dos 50%, o limiar das notas positivas.

Os resultados da 1.ª chamada dos dois exames realizados pelos alunos do 3.º ciclo foram hoje divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

A Português os alunos internos (que fizeram a prova depois de frequentarem a disciplina ao longo de todo o ano) tiveram uma nota média de 56% e a Matemática de 53%, acima dos 48% e 44%, respetivamente, obtidos no ano letivo de 2012-2013.

«Salienta-se uma diminuição significativa da taxa de reprovação das disciplinas de Português e de Matemática em, respetivamente, 3 e 4 pontos percentuais, relativamente ao ano transato», sublinha o MEC, em comunicado.

Este ano letivo a taxa de reprovação a Português foi de 10%, em 97.459 provas realizadas, e de 31% a Matemática, em 97.644 provas realizadas.

«Em termos gerais, estas classificações evidenciam uma subida significativa em comparação com os resultados do ano anterior, observando-se uma variação de 7 e 9 pontos percentuais, respetivamente, nas provas de Português e de Matemática. Na prova de Português, observou-se que 69% dos alunos obtiveram uma classificação igual ou superior a 50%, sendo que 53% dos alunos obtiveram classificação igual ou superior a 50% na prova de Matemática», refere o comunicado do MEC.

Numa análise à distribuição das classificações por prova verifica-se que 30.610 alunos reprovaram a Português, e 46.042 reprovaram a Matemática.

A Português quase 18 mil alunos (17.858) tiveram entre 50% e 55% na classificação da prova, sendo este o intervalo classificativo de maior amplitude; 33 não conseguiram mais do que 5%, na prova, e apenas 7% tiveram uma nota entre os 95% e os 100%, a classificação máxima.

A maioria dos alunos que chumbou na prova de Português teve uma classificação entre os 35% e os 45%.

A Matemática a distribuição de resultados por intervalos de classificação é mais homogénea, mas é no limiar das notas positivas, entre os 50% e os 55%, que se integram mais resultados, com 8.946 estudantes a conseguirem um resultado dentro deste intervalo.

Nesta disciplina houve mais alunos a não conseguir atingir mais do 5% de classificação (197), mas houve também mais a conseguir a nota máxima ou a ficar perto disso, no intervalo entre os 95% e os 100% (606).

A grande maioria das negativas ficou entre os 20% e os 45%. Nas notas positivas, a distribuição centra-se maioritariamente entre os 50% e os 75%, começando a perder expressividade a partir desse marco.

Numa primeira análise aos resultados, o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) considerou que as variações nos resultados nos últimos anos não são estatisticamente relevantes, deixando uma análise mais detalhada para as variações registadas para quando houver uma análise dos resultados integrais e por item das provas.

«Contrariamente ao afirmado quando da realização das provas, as variações observadas, bem como, em regra, as variações interanuais dos resultados médios agora divulgados, não permitem caraterizar as provas como "fáceis" ou "difíceis" ou fazer inferências consistentes e válidas sobra a evolução da qualidade do desempenho dos alunos. Apenas leituras longitudinais longas, centradas não nos resultados das provas mas antes numa análise detalhada do comportamento dos resultados de itens cujas propriedades sejam reconhecidas como similares, permitem fazer inferências com algum rigor sobre aquela evolução», defendeu o IAVE.