A concentração de ozono no ar voltou a ultrapassar, esta quinta-feira, os níveis a partir dos quais pode afetar a saúde, em cinco concelhos do distrito de Aveiro,  adverte a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que destaca o risco de efeitos prejudiciais especialmente para os grupos populacionais mais sensíveis.

Os dados registados na estação de medição da qualidade do ar da Teixugueira, concelho de Estarreja, indicam que foi o patamar dos 180 microgramas por metro cúbico, estabelecido como limiar de informação obrigatória ao público, foi assim superado.

Em causa, estão os concelhos de Albergaria-a-Velha, Estarreja, Murtosa, Ovar e parte de Aveiro, nos quais os níveis de ozono atingiram os 186 microgramas por metro cúbico, entre as 13:00 e as 14:00.

"A exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares"

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, como asma e doenças cardíacas são os grupos potencialmente mais sensíveis.

As pessoas nestas condições são aconselhadas a reduzirem ao mínimo a atividade física intensa ao ar livre e a evitar a permanência no exterior. Devem ainda evitar outros fatores de risco, "tais como fumar ou utilizar/contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição", como gasolina, tintas e vernizes.

Devem respeitar "rigorosamente tratamentos médicos em curso" e recorrer a cuidados médicos "em caso de agravamento de eventuais sintomas", aconselha a CCDRC.