A comunidade portuguesa residente na Guiné-Bissau está «calma e tranquila», assegurou esta segunda-feira à Lusa o secretário de Estado das Comunidades, que acrescentou não haver necessidade de accionar o plano de contingência para a retirada.

«Nino» Vieira assassinado (vídeo)

«Há um clima de acalmia e tranquilidade na comunidade portuguesa que não nos recomenda, neste momento» accionar o plano de contingência para a retirada de cidadãos portugueses, disse António Braga.

«Continuamos a acompanhar a par e passo o desenvolvimento da situação e, fruto dessa leitura que estamos a actualizar a cada momento, ou em contacto permanente com a embaixada de Portugal, em Bissau, diremos em cada momento se estamos em condições de espoletar um eventual plano de contingência, que não é o caso», acrescentou.

António Braga salientou que actualmente em Bissau residem 2.500 cidadãos com dupla nacionalidade, portuguesa e guineense, e 300 portugueses.

«Todos esses cidadãos têm sido contactados regularmente. Há uma proximidade muito grande no acompanhamento que a embaixada (de Portugal) está a fazer à comunidade portuguesa», frisou.

Um fonte da Secretaria de Estado das Comunidades disse ao TVI24.pt esta tarde que até ao momento não foram feitos quaisquer pedidos de ajuda às autoridades portuguesas por parte de cidadãos lusos.

O Presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo «Nino» Vieira, foi assassinado esta segunda-feira por militares depois de no domingo um atentado à bomba ter provocado a morte do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié.