A comunidade piscatória da Póvoa de Varzim e Vila do Conde continua a ser a mais afetada do país no que diz respeito a vítimas mortais na sequência de naufrágios, tendo em 2015 já registado a morte de seis pescadores.

Hoje mesmo, um tripulante da embarcação de pesca artesanal ‘Rúben e Bruna', r egistada em Vila do Conde, naufragou ao largo da Figueira da Foz.

O início deste ano revelou-se trágico para esta comunidade, com o naufrágio da embarcação ‘Santa Maria dos Anjos', ao largo da Praia das Maçãs, em Sintra, que vitimou cinco pescadores, três naturais da Póvoa de Varzim, um de Vila do Conde e um outro é o cidadão ucraniano, todos residentes nas Caxinas.

Do naufrágio do ‘Santa Maria dos Anjos', que se dirigia de Peniche para Cascais para a pesca do linguado, com seis pessoas a bordo, apenas um pescador, também da região, conseguiu sobreviver, nadando até à costa.

Os corpos das cinco vítimas mortais deste naufrágio não chegaram a ser encontrados.

Ainda em janeiro, um outro pescador natural da Póvoa de Varzim perdeu a vida no mar, mas a trabalhar no estrangeiro. O português operava num pesqueiro belga que naufragou em Inglaterra, ao largo da cidade de Dover. O seu corpo também não foi encontrado

Oito meses depois do trágico início de ano, a comunidade piscatória das duas cidades nortenhas chorou mais uma vítima, também natural de Caxinas.

Hoje, dos cinco pescadores que iam no barco ‘Rúben e Bruna', quatro foram resgatados com vida, e em breve vão regressar a casa, enquanto um quinto tripulante não resistiu, tendo o seu corpo já sido resgatado do mar.

Recorde-se que já o ano passado tinha sido de sobressalto para as gentes da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, com o naufrágio do pesqueiro ‘Mar Nosso', no mar das Astúrias.

Dos sete pescadores portugueses que iam a bordo, todos da região, cinco perderam vida neste acidente e dois acabaram por ser resgatados com vida.