Notícia atualizada

O pescador vítima do naufrágio da Figueira da Foz que estava internado em Coimbra não resistiu e faleceu este sábado.

Luís Santos, de 48 anos de idade, pescador da embarcação Jesus dos Navegantes, da Póvoa de Varzim, foi um dos cinco resgatados na sexta-feira, no mar da Figueira da Foz, e deu entrada no hospital daquela cidade em paragem cardiorrespiratória devido a uma situação de afogamento.

Depois de reanimado e estabilizado, o pescador foi transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC)/CHUC, onde deu entrada pelas 23:00 e estava «ao cuidado do Serviço de Medicina Intensiva».

Já este sábado apareceu o corpo de um dos três pescadores que desapareceram na tarde de sexta-feira na Figueira da Foz.

Segundo o comandante do porto da Figueira da Foz, Rui Amado, o corpo foi avistado em alto mar a cerca de uma milha e meia (três quilómetros) da praia do Cabedelo.

O resgate do corpo foi visível a partir da praia: o helicóptero da Força Aérea avistou o corpo, o operador desceu preso por um cabo e recuperou o cadáver, tendo o helicóptero seguido em direção à marina.

Rui Amado disse que o helicóptero da Força Aérea foi uma mais-valia nas operações de resgate, porque o estado do mar não permite a entrada de embarcações pequenas.

Além dos meios terrestres, estão também envolvidos nas operações um helicóptero da Força Aérea e a corveta Batista Rodrigues, que está mais a norte do local, uma vez que têm aparecido destroços a oeste do Cabo Mondego.

O ferido mais grave do naufrágio ocorrido na sexta-feira na Figueira da Foz ¿continua com prognóstico extremamente reservado¿, disse hoje, à agência Lusa, fonte do gabinete de comunicação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Os restantes quatro resgatados - Francisco Fortunato, de 40 anos, mestre da embarcação naufragada, Eurico João, de 26anos, Francisco Ferreira, de 31 anos, e António Reijão, de 41 anos de idade - também foram assistidos no hospital da Figuiera da Foz e tiveram alta médica na noite de sexta-feira, relata a Lusa.

As Caxinas voltam a chorar a perda de homens no mar.