O ministro da Defesa Nacional presidiu esta quinta-feira, no campo militar de Santa Margarida, ao final do exercício Orion, que envolveu cerca de três mil militares, incluindo a colaboração de elementos da Marinha e da Força Aérea.

O exercício decorreu nas últimas três semanas na área territorial de Santa Margarida (Constância), Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Chamusca e Golegã, no distrito de Santarém.

José Pedro Aguiar-Branco, que não prestou declarações à comunicação social, assistiu no terreno ao culminar de uma ação que tinha por finalidade "avaliar e certificar as capacidades da Componente Operacional do Sistema de Forças na resposta a um espetro abrangente das operações terrestre, e de resposta a crises e de alta intensidade”.

A primeira missão do Exército português, neste exercício, era retirar cerca de 50 cidadãos nacionais de um país fictício situado a mais três mil quilómetros de Portugal.

Nesse país fictício, que ocupava as áreas de Tancos, Constância e Abrantes, existia um conflito com várias milícias que lutavam entre si por recursos hídricos, colocando a população em risco.

Passado um ano, que no exercício representa um dia, a situação degradou-se e o Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiu um parecer que legitimou a missão da NATO para criar condições de um ambiente seguro para a intervenção da ajuda humanitária e a reposição das fronteiras desse país.

No exercício final, que incluiu a montagem de um hospital de campanha com capacidade para efetuar quase todo o tipo de intervenções, como Raio X, cirurgias e unidades de apoio para cuidados intensivos, a missão de resgate dos cidadãos foi cumprida, numa intervenção demonstrativa que recorreu à utilização de metralhadoras pesadas, tanques Pandur e caças F16, com execução de fogo real.

O emprego de forças no terreno utilizou um cenário desenvolvido pela NATO, viabilizando que a Força de Reação Imediata e Elementos de Operações Especiais, o Batalhão PANDUR/NRF 16 e a Brigada Mecanizada concretizassem a missão.

Na sequência deste exercício, conduzido pelo Exército, decorrerá um outro denominado TRIDENT JUNCTURE 15 da NATO, entre os meses de outubro e novembro, em Itália, Espanha e Portugal, onde serão treinados cerca de 20 mil militares, dos quais 5.000 em Portugal, nos mesmos concelhos, recorda a Lusa.