
A força naval de reação rápida da NATO (STRIKFORNATO) começa a ser instalada em Oeiras no fim de abril, mas está por definir o número de militares portugueses que a vão integrar, disseram à agência Lusa fontes da Defesa.
De acordo com estas fontes, os «primeiros elementos» da STRIKFORNATO, ainda sediada em Nápoles, chegam a Lisboa dentro de poucas semanas e antes da cimeira da Aliança Atlântica em Chicago, em maio, deve ter lugar uma cerimónia formal de transição para esta nova estrutura.
No entanto, a desativação completa do Comando de Forças Conjunto da NATO em Oeiras (JFCLB, em inglês) só deve acontecer em janeiro de 2013 e até lá vai servir de estrutura de apoio à instalação da nova força, tal como estipula o memorando de entendimento que assinado pelas duas partes na semana passada (dia 26).
As mesmas fontes adiantaram que a instalação desta força naval de reação rápida da NATO no quartel de Oeiras deve estar concluída até ao fim do verão deste ano, contudo uma delas referiu que ainda não está decidido qual o tipo de participação que Portugal vai ter. «A cada lugar corresponde uma contribuição financeira», notou.
Em junho do ano passado, a NATO anunciou a composição da sua nova estrutura de comandos, que passa pelo encerramento do Comando de Oeiras (e a sua integração em Nápoles) e a transferência da STRIKFORNATO e da Escola de Comunicações da organização para Portugal.
Em declarações à agência Lusa, um dos porta-vozes do JFCLB escusou-se a comentar assuntos relacionados com a vinda da STRIKFORNATO para Portugal, adiantando apenas que o Comando de Oeiras está atualmente «com muito trabalho» a preparar a sua «missão final»: um grande exercício de projeção de forças que decorre em maio na Noruega.
«O STEADFAST JOIST 12 será essencial para materializar o novo conceito de projeção de forças e para o novo tipo de comandos que vamos ter» com o novo conceito estratégico da NATO, sublinhou este porta-voz.