O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, lamentou hoje a morte de Nadir Afonso, aos 93 anos, destacando a marca decisiva do artista na pintura do século XX e o contributo para a afirmação internacional da cultura portuguesa.

O comunicado publicado na página oficial da Presidência da República, na internet, indica que Aníbal Cavaco Silva enviou uma mensagem de condolências à família do artista plástico, nascido em Chaves, em 1920.

Nadir Afonso Rodrigues, de 93 anos, faleceu hoje no Hospital de Cascais, onde se encontrava internado.

Na mensagem de condolências, o Chefe de Estado anuncia que foi «com profundo pesar» que tomou conhecimento da morte de Nadir Afonso, pintor, arquiteto, professor e «um dos nomes relevantes da cultura portuguesa contemporânea».

«Quer pela originalidade e pioneirismo do seu trabalho, quer pela profundidade da sua reflexão sobre as artes plásticas, Nadir Afonso marcou decisivamente a pintura do século XX e contribuiu, além disso, para a afirmação internacional da nossa cultura», salienta o presidente da República.

Nadir Afonso diplomou-se em arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e trabalhou com arquitetos de renome como Le Corbusier e Oscar Niemeyer, mas viria a trocar esta área pela pintura, alcançando reconhecimento internacional.

Estudou pintura em Paris e foi um dos pioneiros da arte cinética, trabalhando ao lado de Victor Vasarely, Fernand Léger, August Herbin, Cândido Portinari e André Bloc.

Nadir Afonso representou Portugal na Bienal de São Paulo, no Brasil, em 1961 e em 1969.

Foi distinguido, em 1967, com o Prémio Nacional de Pintura, em 1969, com o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso e ainda condecorado com o grau de Oficial (1984) e de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2010).

A última grande exposição do pintor realizou-se no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, em 2010. Nadir Afonso também foi alvo de uma retrospetiva em 1970, na Fundação Calouste Gulbenkian.