Dezasseis das 314 praias distinguidas com a Bandeira Azul em 2016 não tinham hasteado a bandeira até 29 de julho, por falta de nadadores-salvadores e de outras condições obrigatórias, revelou a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

A ABAE anunciou que este ano 314 praias e 17 marinas mereceram o galardão, mas até 29 de julho tinham hasteado a bandeira 298 praias e 17 marinas.

De acordo com os dados divulgados, não foram hasteadas as bandeiras em sete praias da região do Tejo, no concelho de Cascais (Avencas, Carcavelos, Guincho, Moitas, Parede, São Pedro Estoril, Tamariz), seis no Alentejo (Aberta Nova, Atlântica, Carvalhal, Comporta, Pego, Ilha do Pessegueiro), duas no Algarve (Beliche, Culatra Mar) e a de Furna de Santo António, nos Açores.

As praias de Cascais não hastearam a Bandeira Azul por opção do município, informou a ABAE.

Por outro lado, as do Alentejo, todas no município de Grândola, não hastearam a bandeira por falta de condições de conformidade do serviço de assistência a banhistas, à exceção da praia Atlântica, que não hasteou a bandeira por não ter reunido as condições de requalificação dos acessos e serviços.

No Algarve, a praia de Beliche não hasteou a Bandeira Azul por não reunir todos os serviços e equipamentos obrigatórios e a de Culatra Mar não içou a bandeira por não estarem concluídas as intervenções de requalificação da praia, nomeadamente enchimento do areal.

A de Santo António, nos Açores, não hasteou bandeira por falta de cumprimento das condições de assistência a banhistas.

Seis das praias que não hastearam Bandeira Azul até 29 de julho não o fizeram por incumprimento das regras obrigatórias relativas à assistência a banhistas, afirmou a ABAE, salientando que a atribuição do galardão pressupõe o cumprimento de 32 critérios relacionados com informação e educação ambiental, qualidade da água balnear, gestão de equipamentos, segurança e serviços.

De 1 a 22 de julho foram detetadas 69 ocorrências relacionadas com a Bandeira Azul e na última semana de julho mais 22 ocorrências, segundo a Lusa. 

A associação exemplificou que nas praias do Areal Sul, na Lourinhã, e em Moledo, Caminha, as bandeiras foram furtadas, pelo que esteve momentaneamente arreada no caso da Lourinhã e “será reposta brevemente” em Caminha.

A qualidade da água levou ao arreamento temporário de bandeiras em diversas regiões, nomeadamente em três praias da Madeira, duas no Norte, duas no Algarve e uma no Centro do país.

A praia de Porto Pim, na Horta, nos Açores, teve a Bandeira Azul arriada temporariamente dois dias devido à ausência de nadador-salvador, por não estar assegurado neste período o serviço de assistência a banhistas, exemplificou ainda a ABAE.