A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis foi condenada pelo tribunal local a pagar cerca de 235 mil euros, num processo relacionado com expropriação de terrenos, segundo uma nota publicada hoje no site da autarquia.

A sentença é resultante da expropriação dos terrenos da Área de Acolhimento Empresarial (AAE) de Ul/Loureiro, anteriormente classificados como bens patrimoniais de uma empresa oliveirense, no ano de 2013, quando o executivo era liderado por Hermínio Loureiro, do PSD.

O atual executivo, liderado pelo PS, diz que esta condenação resulta de uma "gestão imprudente” do anterior executivo no processo expropriativo da AAE de Ul/Loureiro, que “levou ao pagamento de avultadas verbas, fundamentais para o desenvolvimento económico e social do concelho”.

A Área de Acolhimento Empresarial construída na confluência das freguesias de Ul e Loureiro, com cerca de 40 hectares, representou um investimento de sete milhões de euros, comparticipado a 65% por fundos comunitários.

Fonte da autarquia disse à Lusa que neste momento já estão a laborar três empresas, sendo que dos 27 lotes destinados à indústria e serviços apenas um ainda está disponível para venda.

Em 2017, foi inaugurado o Centro de Negócios da AAE de Ul/Loureiro, num investimento de cerca de 1,9 milhões de euros.

Esta nova infraestrutura integra um edifício de piso único com estacionamento no rés-do-chão, salas de reuniões, escritórios, um auditório, uma estação de correios, uma reprografia, uma cafetaria e outras valências de interesse comum para a zona industrial.