As três mulheres brasileiras encontradas mortas num poço de um canil em Cascais já foram transportadas para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Lisboa, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros da Parede, Pedro Araújo.

As autoridades encontraram hoje nas imediações de um hospital veterinário em Tires os corpos das jovens desaparecidas desde fevereiro “num tanque que faz de fosso do canil”, contou à Lusa Pedro Araújo.

“As raparigas tinham entre os 18 e os 25 anos e a mãe de uma delas dizia que a filha estava grávida”, acrescentou.

As raparigas estavam desaparecidas desde fevereiro e o seu desaparecimento estava a ser investigado há vários meses pela Policia Judiciária (PJ).

Hoje, as autoridades encontraram os corpos das vítimas em avançado estado de decomposição e com “sinais evidentes de estarem naquele sítio há muito tempo”, acrescentou.

Os corpos das três raparigas já foram transportados para o Instituto de Medicina Legal de Lisboa, contou à Lusa Pedro Araújo.

Já em abril deste ano as equipas de investigação tinham estado naquela zona a procurar as jovens, uma vez que o principal suspeito do crime, o namorado da rapariga grávida, trabalhava na zona.

"O alegado autor [dos crimes] já estava no Brasil e através da investigação das autoridades portuguesas e brasileiras o suspeito foi detido e foi possível localizar os corpos", explicou o comandante.

A corporação de bombeiros recebeu ao final da manhã um alerta da Polícia Judiciária (PJ) para que fosse retirada a água de um tanque.