O Ministério Público (MP) acusou o diretor de uma instituição privada de Beire, Paredes, da alegada prática de treze crimes de maus tratos e de um crime de ofensa à integridade física grave.

De acordo com o 'site' da Procuradoria Geral Distrital do Porto, o arguido é "responsável pela gestão diária de uma instituição dedicada acolhimento de doentes, deficientes físicos e mentais, idosos e crianças".

Os factos que constam da acusação reportam-se, acrescenta o Ministério Público, ao período de agosto de 2006 a 21 de maio de 2015.

A acusação considerou indiciado que o arguido, "enquanto diretor da instituição e sem qualquer formação na área da saúde, nunca contratou, nem sequer a tempo parcial, quaisquer técnicos especializados para a instituição, nomeadamente nas áreas da saúde mental, geriatria, terapia ocupacional ou enfermagem".

Segundo o MP de Penafiel, aquele responsável "procedia ele próprio à medicação de utentes, doseando segundo o seu critério e à sutura de feridas".

Castigava os utentes desferindo-lhes bofetadas ou pancadas com uma bengala ou privando-os de alimentos, ou fechando-os em quartos, locais de arrumos ou num buraco destinado a silo de cereais", lê-se na informação da Procuradoria Geral Distrital do Porto.

Como modo de "controlar os movimentos de alguns utentes", o arguido terá ainda, segundo o Ministério Público, determinado "que fossem amarrados pelos pulsos às grades das varandas dos pavilhões, às cadeiras de rodas ou às cadeiras sanitárias".