O Ministério Público acusou três arguidos dos crimes de insolvência dolosa e de abuso de confiança, que terão causado um prejuízo superior a 7,3 milhões de euros, informou hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a página da internet da PGDL, «os arguidos detinham várias sociedades no setor da construção civil e imobiliário, pelo menos desde 2009, as quais usavam sucessivamente em substituição daquelas que dissolviam, como veículos de dissipação de bens, apropriação indevida dos ativos das sociedades dissolvidas, fazendo-o intencionalmente em benefício individual e em prejuízo dos credores e dos trabalhadores das várias empresas».

Desse modo, acrescenta a acusação do Ministério Público (MP) junto do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, os suspeitos «efetuaram a construção de um prédio em Portimão à custa dos credores, receberam bens e mercadorias a crédito, apropriaram-se das mesmas, inviabilizando toda a vida comercial da empresa e o pagamento das dívidas».

Além disso, «transferiram a propriedade das várias frações do imóvel para as sociedades veículo a fim de se apropriarem ilicitamente de tais quantias».

A PGDL refere, ainda, que o MP apurou um prejuízo total de 7.348.301,00 euros «correspondente aos proventos ilícitos obtidos pelos arguidos com esta atividade criminosa, tendo requerido a perda, a favor do Estado ou para ressarcimento dos restantes credores, do total desta quantia».