O Grupo Português de Ativistas de Tratamento de VIH/SIDA (GAT) defende a instalação de salas de consumo assistido de drogas e sublinha a necessidade de existirem, além de Lisboa, em Coimbra e no Porto.

Num comentário ao relatório entregue à Câmara Municipal de Lisboa que aponta a Mouraria como um local indicado para a abertura de uma dessas salas, o GAT lembrou a experiência positiva registada em mais de 85 estruturas internacionais de consumo assético e cuidados de saúde para pessoas que consomem drogas.

Numa análise à zona do Intendente/Mouraria, o grupo, numa reação citada pela Lusa, manifestou-se favorável à disponibilização de uma sala de consumo assistido e lembrou a proposta que fez, nesse sentido, em 2012.

O GAT desconhece se o relatório está concluído, se os técnicos recomendam a abertura de uma sala e se já foi tomada alguma decisão, mas toma desde já posição: «Se o relatório o recomendar, o GAT espera que esta entropia mediática não tenha efeitos dissuasores daquilo que consideramos serem decisões de boa governação, de promoção da saúde pública e da segurança dos cidadãos.»

O grupo indicou existirem situações semelhantes, a nível do consumo de drogas na rua, em «pelo menos em mais uma zona de Lisboa, no Porto e em Coimbra», pelo que sugere às ARS Norte e Centro, assim como às câmaras do Porto e de Coimbra que estudem «rapidamente a necessidade de programar respostas deste tipo».