O acidente que ocorreu este sábado no Autódromo Internacional do Algarve, que causou a morte de um homem, provocou ainda ferimentos graves num outro, que continua em observação no hospital de Portimão, disse à Lusa uma fonte hospitalar.

De acordo com a fonte, o homem, de 43 anos, deu entrada naquela unidade hospitalar, onde permanece em observação, tendo um outro, de 57 anos, “morrido pouco tempo depois de ali ter entrado”.

Por seu turno, o porta-voz da Guarda Nacional Republicana (GNR) disse à Lusa que a GNR esteve no autódromo do Algarve, “tomou conta da ocorrência e está a preparar a participação que será enviada ao Ministério Público, entidade que terá a investigação a seu cargo”.

Segundo o porta-voz da GNR, por se tratar de um acidente ocorrido num autódromo abrangido por legislação própria, será o Ministério Público a decidir os trâmites da investigação para apurar as causas do acidente.

O acidente ocorreu durante um curso de condução avançada, organizado pelo Action Team da revista Motociclismo, e foi alegadamente provocado por uma colisão entre duas motos que provocou a queda dos pilotos.

“O curso pretende formar e preparar as pessoas para guiarem as suas motos de uma forma mais segura”, indicou a organização em comunicado, sublinhando que “em dezenas de cursos já ministrados, nunca tinha ocorrido um acidente deste tipo”.

A empresa lamentou o acidente, sublinhando que os cursos de condução “são desenvolvidos em apertadas condições de segurança, para eliminar os riscos ao máximo, mas, no entanto, a componente pessoal nunca pode ser controlada e os participantes sabem os riscos que correm”.

Por seu turno, o diretor do Autódromo Internacional do Algarve, Paulo Pinheiro, disse à Lusa que “estavam asseguradas todas as condições de segurança e assistência exigidas para este tipo de eventos”, cuja responsabilidade da organização pertence à empresa promotora, neste caso a Action Team da revista Motociclismo.

Na página da internet da Action Team, a empresa indica que o evento consiste no andamento em pista de forma livre por parte do praticante, sem ter a monitorização constante de outro piloto/monitor nas técnicas de condução aplicadas na pista.

“Nos Track Day’s organizados pelo Action Team, só o grupo de Iniciados é que tem um acompanhamento de caráter de supervisionamento de um/dois monitores, que só intervêm em casos de extrema necessidade”, lê-se ainda na página da empresa.