O jovem que matou o colega de 14 anos em Gondomar foi condenado, Tribunal São João Novo, no Porto, a seis de prisão efetiva por homicídio simples e a pagar uma indemnização de 30 mil euros à mãe da vítima.

O homicida, que vinha acusado de um crime de homicídio qualificado foi condenado por um crime de homicídio simples, sendo a pena de prisão “especialmente atenuada” pela sua idade dado ter, atualmente, 17 anos, fazendo 18 anos apenas no próximo dia 1 de dezembro.

Segundo o Ministério Público, a 27 de agosto de 2016, os dois jovens envolveram-se numa discussão, motivada por uma desavença que mantinham na rede social Facebook, por causa de uma namorada.

Na sequência dessa discussão, o acusado agrediu com um mosquetão a vítima que, dois dias depois, acabou por morrer no Hospital São João, no Porto.

No início do julgamento, a 25 de outubro, o jovem de 18 anos, acusado de um crime de homicídio qualificado, assumiu que “nunca teve intenção de o matar”.

Durante o seu depoimento, o arguido confessou ter trocado “várias” mensagens com a suposta namorada da vítima e ter deixado um comentário numa fotografia da mesma, que lhe teria dito que já não namorava.

“Depois de ter feito esse comentário, ele [vítima] ficou desagradado com isso e começamos a trocar mensagens desagradáveis no Facebook, porque ele estava com ciúmes”, referiu.

Contrariando a acusação, o arguido ressalvou que “nunca” vigiou a vítima e que, apesar de morarem a 700/800 metros um do outro, não tinham qualquer relação de amizade ou confiança.

Na noite do incidente, o arguido contou que, no final do jantar, foi comprar cigarros, após o que se cruzou com o jovem de mão dada com a namorada.

“Ele deu-me logo um soco no olho, no nariz e um pontapé na anca e eu agarrei no mosquetão e dei-lhe um soco, foi só um, ele caiu para trás e eu fugi”, explicou.

Inicialmente, o jovem ficou em prisão preventiva (medida de coação mais gravosa), estando agora com obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.

Já a namorada da vítima adiantou que na noite dos factos, eles iam de mão dada pela rua abaixo para apanhar o metro, quando foram surpreendidos pelo arguido.

“Foi ele [arguido] que começou a agredi-lo e ele só se defendeu, eu ainda tentei impedir ao pôr-me ao meio, mas não consegui”, ressalvou.

A leitura da decisão está agendada para as 09:30 no Tribunal São João Novo, no Porto.