Seis dos sete desaparecidos após os incêndios de domingo foram encontrados, afirmou à TVI24 a adjunta de operações da Proteção Civil, Patrícia Gaspar. O número de feridos, que no último balanço se situava nos 63, aumentou para 71.

A mesma responsável explicou que todos os seis desaparecidos encontrados são do distrito de Viseu, sendo que uma pessoa permanece sem paradeiro conhecido em Coimbra.

Domingo, 15 de outubro, foi o pior dia do ano em matéria de fogos. Fogos que voltaram a matar, como há quatro meses, na tragédia de Pedrógão Grande.

As vítimas mortais são dos distritos de Viseu, de Coimbra, da Guarda e de Castelo Branco. O fogo matou dentro de casa e na via pública. Conseguiu apanhar quem tentava fugir das chamas, como é o caso de uma mulher de 19 anos, grávida, que morreu quando entrou em contramão na A25, junto a Vouzela.

No mesmo concelho, na aldeia de Ventosa, foram encontradas três pessoas mortas dentro da própria casa e uma na via pública.

Na Sertã, em Vale de Laço, morreu um homem com cerca de 50 anos.

O fogo tirou ainda a vida a quem arriscou salvar os bens que tinha. Em Penacova, na aldeia de Vale Maior, dois irmãos apicultores perderam a vida a tentar salvar o negócio do pai.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, onde um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.