Morreu, na madrugada desta terça-feira, aos 74 anos, o pintor Justino Alves, vítima de doença oncológica.

Nascido em 1940, na cidade do Porto, José António dos Santos Justino Alves foi professor na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e viu os seus trabalhos expostos em mais de 20 exposições individuais e mais de 60 coletivas.

Segundo a nota biográfica da galeria de arte “Miguel Justino”, em 1976 partiu para Paris como bolseiro dan Fundação Calouste Gulbenkian, onde expôs no Centro Cultural Calouste Gulbenkian e na Galeria Documenta nos anos de 1976 e 1977, tendo ainda concorrido e ficado representado nos Salões “Realités Nouvelles” e “Grand et Jeune D’Aujourd’hui”. Alguns dos seus trabalhos são adquiridos para as coleções nacionais de França.

Regressou a Portugal em 1978, onde continuou a desenvolver atividade nas Artes Plásticas.

Encontra-se representado em vários museus e Instituições Públicas e foi membro Titular Honoris Causa da Academia Europeia de Belas Artes.

Segundo a agência Lusa, o artista plástico recebeu o Prémio Mestre Joaquim Lopes, em 1958, a Medalha de Prata da IV Mostra D’Arte de Roma, em 1965, o Prémio Nacional de Pintura, em 1969, o Prémio Homenagem dos artistas Portugueses a Almada Negreiros, da secretaria de Estado da Cultura, em 1985.

São de sua autoria os painéis do Hotel Costa Verde, em Espinho, do Supremo Tribunal Administrativo, em Lisboa, e a tapeçaria de Portalegre, disposta no Tribunal de Abrantes, fabricada sob cartões seus.

Entre outras obras, é também autor do painel de azulejos no Hotel Lancetour, em Albufeira.

Realizou, para o extinto Ballet Gulbenkian, a cenografia e figurinos para o Bailado “Continuum”, e também para Grupo Nacional de Bailado, e para um bailado de Carlos Trincheiras.

Na área da gravura, trabalhou com os ateliês de António Inverno e Jorge Bastos, assim como com o Centro Português de Serigrafia, em Lisboa, a Cooperativa Árvore, no Porto, e o Centro Arte e Naturaleza, de Madrid.

Num texto escrito pelo próprio, Justino Alves descreveu a pintura como: o “espaço adequado à sensibilidade que sempre me acompanhou, e o meio por excelência que possibilitaria concretizar uma obra de autor”.

O velório realiza-se hoje, na igreja da Lapa, no Porto, de onde sairá o funeral na quarta-feira, pelas 16:00.