O diretor nacional de bombeiros, da Autoridade Nacional de Proteção Civil, disse à Lusa que os jovens que morreram este ano no terreno estavam «aptos» para o combate aos incêndios, rejeitando que a inexperiência tenha contribuído para as baixas.

Este ano já morreram cinco bombeiros no combate a incêndios florestais. De acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, este valor «ultrapassa já a média anual de três mortes verificada desde 1980». Destas cinco vítimas, três tinham pouco mais de 20 anos.

«Não é por terem essa idade que não estão aptos a desempenhar a tarefa», disse Pedro Lopes, diretor nacional de bombeiros, considerando que, apesar de serem jovens, os bombeiros falecidos «estavam em perfeitas condições de satisfazer as necessidades que um combate aos incêndios exige de qualquer bombeiro».

O responsável atribui estes acidentes às «condições» que as forças de combate a incêndios estão a enfrentar este verão: «São de tal forma violentas, dramáticas, que levam a que estes incidentes estejam a ocorrer com uma frequência muito acima daquilo que seria expectável», disse.

Segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, este ano já ardeu em Portugal uma área superior a 60 mil hectares.